sábado, 29 de janeiro de 2011


quarta-feira, 25 de março de 2009

Maçãs baixam o nível de colesterol sanguíneo

Uma forma saborosa de cuidar da saúde
Investigadores norte-americanos da Universidade de Illinois publicaram na revista "Jornal of Medical Food" um estudo que demonstra que a ingestão diária de maçãs ou sumo de maçãs baixa os níveis de colesterol sanguíneo. A equipa de nutricionistas liderada pela Dr.ª Dianne Hyson analisou o valor de colesterol LDL (o " mau" colesterol) em 25 pacientes e sujeitou-os a uma dieta normal, mas que incluía maçãs (ou o sumo destas). Doze semanas após o início desta experiência os valores médios de LDL tinha descido significativamente, principalmente nos indivíduos que beberam assiduamente sumo de maça. Uma das pessoas submetida a esta experiência, e que era afincadamente céptica para esta questão, ficou absolutamente convencida com os resultados finais, chegando mesmo a afirmar que "Vale mesmo a pena beber dois copos de sumo de maçã por dia!" É importante realçar que níveis sanguíneos de LDL estão directamente relacionados com um aumento da incidência de arteriosclerose, sendo esta responsável pela grande maioria das doenças cardiovasculares, como AVC’s e Enfartes do Miocárdio.

Concluindo: An Apple a day keep the doctor away.


Fonte: Net Doktor

Adaptado David Ferreira MNI – Médicos na Internet.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Distribuição alimentar mundial

Quando todos os seres Humanos têm, em todos os momentos, acesso físico e económico a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva de modo a proporcionar uma vida activa e saudável, sem nunca comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, diz-se que há segurança alimentar. Um ser humano deve ingerir entre 2200 a 2500 calorias por dia. Em muitas regiões, estes valores médios não se verificam.



A distribuição de alimentos é bastante desigual no mundo e afecta os padrões de consumo de uma população. São evidentes as diferenças na distribuição de alimentos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Enquanto que nos países desenvolvidos há uma grande oferta de alimentos, as populações dos países em desenvolvimento convivem com a escassez de alimentos tendo como consequência a fome e/ou subnutrição.


Neste período vamo-nos dedicar ao estudo da alimentação no Mundo e nas inúmeras assimetrias existentes na distribuição alimentar.


Fiquem atentos porque muitas dúvidas poderão ser esclarecidas!


quarta-feira, 4 de março de 2009

Históia da Alimentação

Neolítico

Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a sedentarização, a criação de animais e a agricultura em pleno desenvolvimento, as comunidades puderam ter um novo e crescente desenvolvimento. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objectos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade e rapidez. A produção de excedentes agrícolas e o seu armazenamento, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações.

História da Alimentação

Mesolítico

Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos

O Banco Alimentar Contra a Fome


O Banco Alimentar Contra Fome tem que ser uma resposta necessária mas provisória porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem)
Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas.
A acção dos Bancos Alimentares consiste em ser uma acção gratuidade, baseada na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato.
Os Bancos Alimentares em actividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de mais de 1.400 instituições em Portugal.
Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo já a distribuição total mais de 216.000 pessoas. A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome coordena esta acção, anima a rede disponibilizando informação e meios materiais, representa os Bancos Alimentares Contra a Fome junto dos poderes públicos, das empresas de âmbito nacional e de organizações internacionais, e efectua, a nível nacional, a repartição de algumas dádivas, criando uma vasta cadeia de solidariedade.

O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992 com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal
Pode-se dizer que os Bancos Alimentares têm por assim dizer um “lema”, que se baseia em: “Aproveitar onde sobra para distribuir onde falta. “
O Banco Alimentar recebe toda a qualidade de géneros alimentares, ofertas de empresas e particulares e ainda produtos de intervenção da União Europeia.
São recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.

História da alimentação

Paleolítico

Nesta época, o ser humano habitava cavernas, muitas vezes tendo que disputar este tipo de habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região. Desta forma, o ser humano tinha uma vida nómada (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da colheita de frutos e raízes. A carne não tinha qualquer tipo de preparação, era consumida em cru. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade colectivas.

sábado, 28 de fevereiro de 2009
















Aqui estão alguns mapas relacionados com a distribuição alimentar mundial.
As imagens são sempre uma forma simples de se verem dados estatísticos por isso decidi fazer alguns com dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations).





Será que faz uma alimentação correcta?



Descubra-o em http://mulher.sapo.pt/saberviver/artigos/quizzes/806306.html

O sal na nossa alimentação

De acordo com um relatório publicado em 2003 pela Organização Mundial da Saúde, o ideal é consumir no máximo 5 gramas de sal (cloreto de sódio) por dia.
Ao contrário do que se possa pensar, a maior parte do sal consumido, no dia-a-dia, é proveniente não tanto das refeições cozinhadas em casa, mas sim dos alimentos pré-preparados comprados fora de casa (ex.: sopas instantâneas, enchidos, fumados, enlatados, caldos de carne, manteiga com sal, pizzas, lasanhas, determinadas bolachas, cereais de pequeno almoço, batatas fritas de pacote e outros aperitivos salgados, rissóis, croquetes, etc.)



A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) alerta para o facto de o pão português ter excesso de sal. Tem, aliás, mais do dobro do sal do que os pães consumidos no resto da Europa. Tal foi comprovado por um estudo, denominado “Sal no Pão”, realizado pela Universidade Fernando Pessoa. Ao consumir apenas um a dois pães por dia, está a consumir cerca de 1,5 a três gramas diárias de sal. Assim, se uma pessoa ingerir três pães sem sal por dia ou comer apenas dois pães do tipo integral, em conjunto com a quantidade de sal presente na restante alimentação, excede facilmente o consumo médio diário de sal recomendado pela OMS.

Já desde 2000 a.C. que se usa o sal como forma de preservar carne, peixe, vegetais e para preparar certas iguarias.
O sal ou sal de cozinha, quimicamente designado por cloreto de sódio, é constituído por dois minerais: o sódio e o cloro. Estes dois minerais são essenciais ao normal e saudável funcionamento do nosso organismo, mas as consequências do consumo excessivo, particularmente de sódio, são inúmeras e por isso é essencial fazer um uso moderado deste tempero.

CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO EXCESSIVO DE SAL
° Aumento do risco do aparecimento de determinados tipos de cancro (ex.: estômago);
° Aumento do risco de aparecimento de hipertensão arterial;
° Risco aumentado de doenças cardiovasculares;
° Sobrecarga do funcionamento renal (há um maior esforço feito pelo rim para excretar o excesso de sódio);
° Maior retenção de líquidos pelo organismo, o que implica aumento do peso e contribui para o aparecimento de celulite.

Fonte: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008724.pdf

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Porque choramos ao descascar cebola ?

O que nos faz chorar são os gases que a cebola liberta quando a cortamos pois algumas células do vegetal rompem-se e deixam escapar uma série de compostos. Em contacto com a “água dos olhos”, eles reagem e formam um ácido que irrita o globo ocular. Para se libertar do incómodo, o organismo contra-ataca: as glândulas lacrimais são estimuladas e produzem lágrimas.



Há diversas medidas que as pessoas tomam no sentido de minimizar os efeitos causados pelo gás da cebola tais como:

· Descascar as cebolas sem olhar para elas (o que não é aconselhável)
· Mastigar pastilha elástica enquanto se descasca as cebolas (o que não faz efeito)

Uma forma de evitar o problema é descascar a cebola debaixo de água corrente, ou mesmo pô-la debaixo de água antes de cortá-la, embora esta medida seja pouco prática ou ecológica. Outra opção é deixar a cebola num congelador por alguns minutos já que as baixas temperaturas também reduzem a actividade enzimática.

O cheiro das mãos pode ser eliminado com limão ou lavando-as em água corrente por alguns instantes sem esfregar uma na outra.

Em Outubro de 2002, cientistas japoneses descobriram uma enzima na cebola que estaria envolvida na produção do tal gás irritante. O desafio é produzir um vegetal geneticamente modificado, sem essa enzima.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Os 10 mandamentos da alimentação saudável


1. Beber muita água (cerca de 2 litros), começando em jejum e ao longo de todo o dia, de preferência no intervalo das refeições.


2. Nunca “encher” demasiado o estômago, optando por pequenas refeições, várias vezes ao dia.


3. Eliminar o açúcar que é adicionado às bebidas e evitar o consumo de sumos, refrigerantes e bebidas alcoólicas.


4. Reduzir para metade as quantidades habituais de batata, arroz, massa e leguminosas.


5. Reforçar sempre as refeições principais com quantidades generosas de salada crua ou legumes cozidos.


6. Guardar o pão e fruta para comer nos intervalos das refeições principais.


7. Cozinhar de forma simples, à base de cozidos, grelhados ou estufados sem gordura.


8. Ingerir diariamente um produto lácteo magro (leite/iogurte/queijo).


9. Preferir o azeite a qualquer tipo de gordura.


10. Comer mais vezes peixe do que carne e reduzir a quantidade habitual destes alimentos, podendo substitui-los, 1 a 2 vezes por semana, por ovos confeccionados sem gordura.


Os “Dez Mandamentos” foram colocados de forma aleatória e não por ordem da sua importância. É do seu cumprimento em conjunto que resulta uma Alimentação Equilibrada e Saudável, ou seja, uma Alimentação Racional que deverá ser sempre complementada com estilo de vida adequado.



por: Dra. Maria Fernanda Fogaça - Nutricionista no British Hospital Lisbon XXI

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pequeno-almoço: A refeição mais importante do dia!


"É fundamental tomar o pequeno-almoço porque este repõe a energia para que todas as funções do corpo acordem também".

O que devemos comer ao pequeno almoço?

Um bom pequeno almoço poderá ser, por exemplo , a combinação dos alimentos de cada um destes grupos:

1. pão ou flocos de cereais
2. leite ou queijo ou iogurte
3. fruta fresca ou sumo natural



• As pessoas que tomam o pequeno-almoço, consomem mais nutrientes essenciais necessários para um corpo e estilo de vida saudáveis;

• As pessoas que tomam o pequeno-almoço têm tendência a ter um peso mais adequado do que as que omitem esta refeição;

• O consumo do pequeno-almoço contribui decisivamente para o rendimento cognitivo, porque melhora a concentração.

Pelo contrário, verifica-se que as pessoas que não tomam o pequeno-almoço apresentam situações de:

Cansaço, sensação de cabeça oca, visão turva, perda de força muscular, dores de cabeça, irritabilidade, enjoos e vómitos

Diminuição da capacidade intelectual e rendimento escolar, pois não se responde satisfatoriamente a desempenhos físicos e intelectuais.

Desatenção, agitação, sonolência e fraqueza.

Aumento do apetite para a refeição seguinte, que pode levar a comer em excesso.

A falta de tempo é uma desculpa muitas vezes apontada por quem não tem o hábito de tomar o pequeno-almoço. Mas se quer levar uma vida mais saudável, é bom que comece a inverter essa tendência.

Uns minutos do seu dia podem fazer toda a diferença!

domingo, 21 de dezembro de 2008

“A alimentação macrobiótica é muito gostosa e é possível fazer-se coisas muito apetitosas"

“A macrobiótica é a vida, a grande vida”



A partir de ontem o Barreiro Velho passou a ter um novo espaço macrobiótico.De decoração rústica, que apela à natureza e à acalmia, o restaurante assenta na base de uma “alimentação mais natural”, passando fundamentalmente pelos vegetais, cereais e leguminosas. E pretende também ser uma “alternativa para as pessoas mais jovens, que se preocupam com a saúde".
A proprietária adianta ainda que para além de restaurante e do serviço de take-away, o espaço é também um ponto de encontro cultural onde vão ser realizados cursos de culinária e também “palestras relacionadas fundamentalmente com a vida, porque a macrobiótica é a vida, a grande vida”, realça.

Restaurante “Seara Nova”
Morada: Rua Futebol Clube Barreirense, 28 C
2830 Barreiro (por detrás do Parque Catarina Eufémia)
Tlm. para marcação de jantares de grupo: 92 775 75 35
E-mail: searagrande@gmail.com

Ver reportagem na íntrega em :

http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=81319&mostra=2&seccao=reportagem&titulo=Barreiro_-_Inauguracao_do_restauran

sábado, 20 de dezembro de 2008

Má alimentação infantil


As artérias carotídeas (artéria responsáveis pelo transporte do sangue até ao crânio) de crianças e adolescentes obesos são idênticas às de um adulto de 45 anos.
Um estudo realizado nos Estados Unidos da América, indica que um aumento na espessura destas artérias, em crianças e adolescentes, pode provocar ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.


Os investigadores mediram a espessura das paredes interiores das artérias em 34 meninos e 36 meninas que sofrem de excesso de peso e/ou obesidade.

A idade média deste grupo era de 13 anos.


Fonte: Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Almôndegas de galinha

Engana-se quem pensa que a comida para um coração saudável é pouco saborosa, monótona e sem graça. Experimente esta receita com pouca gordura e muitas vitaminas, minerais, fibra e proteínas. As ervas aromáticas ajudam a que diminua no sal, mas não no sabor.


Estas aromáticas almôndegas de galinha, assadas no forno com um molho de tomate rico e condimentado, podem ser servidas numa cama feita com arroz integral cozido no vapor, com massa, com folhas de legumes verdes cozidas no vapor ou com uma salada verde.

Sabemos que as gorduras presentes na carne são saturadas, e por isso, a evitar. As aves têm a particularidade de apresentarem a maior parte da gordura depositada na pele, sendo a carne propriamente dita, uma das mais magras que podemos comer, na condição de rejeitarmos a pele.

Se a uma carne magra juntarmos o aipo, conhecido pela sua riqueza em potássio, e pela capacidade de baixar a tensão arterial e os níveis de colesterol sanguíneo, o resultado é um prato hipersaudável para o coração.

Todos os restantes condimentos- pimentão, salsa, tomilho, pimenta, cebola e tomate, conferem uma riqueza de sabores a um prato, que pode mesmo dispensar o sal.



Ingredientes (para 4 pessoas):

1 pimentão picante (pequeno), sem semente e cortado em pedaços
1 cebola pequena picada
1-2 pés de tomilho com as folhas picadas
2 hastes de aipo, aproveitando as folhas verdes, cortadas em rodelinhas
1 raminho de salsa fresca, sem os talos
350 g de galinha magra ou peru
75 g de cevadinha francesa cozida
1 clara de ovo
3-4 colheres de sopa de miolo de pão seco
500 ml de molho de tomate fresco
Pimenta-preta em grão moída na hora, para temperar
Sal (q.b., ou nenhum)
Preparação:

1º Ponha a cebola, o aipo, o pimentão e a salsa numa picadora e triture até que fiquem finamente picados sem estarem reduzidos a puré.

2º Deite esta mistura numa taça e junte o tomilho, o frango moído, a cevada, a clara de ovo e o miolo de pão. Misture tudo muito bem. Tape e leve ao frigorífico durante uma hora. Molde a massa em bolinhas (almôndegas).

3º Aqueça previamente o forno à temperatura de 200º C. Cubra o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com metade de molho de tomate, e por cima coloque as almôndegas. Cubra com o resto de molho de tomate e, sem tapar, leve ao forno. Vá regando as almôndegas de galinha com o molho e deixe cozer durante 30-45 m até ficarem macias.

Bom apetite!

Fonte : http://www.florbelamendes.net

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Anorexia Nervosa



A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma dieta insuficiente e stress físico.

Afecta principalmente adolescentes do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres), mas também afecta alguns rapazes, incidindo para pessoas com tendência para a depressão e com baixa auto-estima.

Caracteriza-se pela falta de apetite induzida pelo próprio indivíduo que se recusa a comer. Com falta de nutrientes devido à má alimentação, os órgãos internos de um anoréxico podem falhar, podendo daí resultar a morte.

Muitos anoréxicos não reconhecem o seu transtorno alimentar como prejudicial, e não procuram diagnóstico e tratamento por sua iniciativa. Em vez disso, são muitas vezes a família e amigos que intervêm para procurar ajuda para a anorexia antes que algum dano irreversível ocorra.

Quais os sintomas da anorexia?

- Prática excessiva de actividades físicas, mesmo tendo um peso abaixo do normal;
- Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante má formação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco);
- Bulimia que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas ;
- Descalcificação dos dentes, cárie dentária;
- Má circulação do sangue;
- Lábios muito secos;
- Deficiências no sistema endócrino, que levam à interrupção do ciclo menstrual nas mulheres;
- Anemia, devido ao baixo nível de ferro;
- Depressão profunda;
- entre outros.

A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15% a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de sódio ou potássio ( que ajudam a controlar o ritmo normal do coração).

Obter ajuda e tratamento



Anoréxicos gravemente afectados a nível físico podem precisar de ser tratados num hospital residencial ou clínica para voltar a ganhar forças antes de efectivamente iniciarem o tratamento do seu transtorno alimentar. Não há sistema ou cura reconhecida para a anorexia, mas os tratamentos podem incluir uma mistura de aconselhamento/terapia, aconselhamento familiar/terapia, terapia cognitivo-comportamental (para mudar o tipo de comida ingerida, bem como comportamentos alimentares e/ou tipo de exercício físico desenvolvido), o recurso a grupos de apoio ou terapia de grupo, e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente se utiliza medicação no tratamento da anorexia, a não ser que seja receitada para tratar condições associadas à depressão.

sábado, 13 de dezembro de 2008

A má alimentação infantil


É facto conhecido e divulgado que muitas crianças de hoje consomem alimentos que não são nutritivos. Ajudadas por adultos, as crianças têm vindo a processar algumas redes de fast foods, por fornecer comida que supostamente não desenvolvem “hábitos saudáveis”, mas criam dependência ou viciam as pessoas.


Os especialistas colocam a no mesmo grupo da “dependência doentia”, tanto o consumo de álcool, fumo e drogas, como o de hamburgueres e refrigerantes. Essas “coisas saborosas” são maquinadas inteligentemente pela publicidade enganosa como “meios rápidos para se chegar à felicidade”. Evidentemente, uma falsa felicidade, vendida em forma de produto que gratifica a oralidade. Promete preencher os vazios humanos com a satisfação gratificada na forma de gozo do paladar, a que os antigos chamavam “gula”, ou seja, um dos sete pecados capitais.
A comida industrializada torna-se um vício


Doa a quem doer: dependência de um produto é vício, é doença, não é simplesmente um hábito. Podemos mudar hábitos, mas os vícios são mais complicados, ou mesmo impossíveis de lhes dar a volta, uma vez que sabemos que ninguém se cura da toxicodependência, do alcoolismo ou do tabagismo. O vício esconde motivações não conscientes, que reaparecem em forma de imperativo categórico, além da auto-sustentação repetitiva.

A psicanálise refere a “compulsão à repetição”, ou seja, o sujeito diante dessas “coisas saborosas” trabalhadas pela publicidade, perde a sua condição de sujeito-que-escolhe, como querem os crentes no homem apenas determinado pela força racional.
É por ser um “sujeito dividido” que se torna dependente do que elas representam. Por exemplo, conhecemos inúmeros casos de pessoas que sabem dos malefícios do tabaco, das drogas, da má alimentação, mas que não conseguem vencer esse vício.

Qual é o nosso papel na má alimentação infantil?


No extremo oposto, há quem sugira, em vez de processar os Fast Foods, porque não processar os pais, pois são eles que autorizaram ou que se omitem de ser pais quando os filhos se inclinam para as comidas rápidas. É mais cómoda tal atitude do que ter uma posição preventiva em relação à saúde dos filhos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Azeite Boa ou Má gordura?

O azeite é obtido a partir de processos mecânicos e físicos que não induzem alterações da composição. Além de ser rico em ácido oleico, o azeite é ainda fonte de outros compostos que evidenciam características benéficas para a saúde, como, por exemplo, vitamina E, fitosteróis, carotenoides e compostos fenólicos.
São vários os estudos que demonstram que a substituição da gordura saturada da dieta, por gordura monoinsaturada, contribui para a diminuição dos níveis de colesterol LDL (mau colesterol). Também se verifica que os níveis de colesterol HDL (bom colesterol) aumentam e os níveis de triglicéridos diminuem em dietas ricas em ácidos gordos monoinsaturados, comparativamente a dietas pobres em gordura e ricas em hidratos de carbono.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Outros tipos de vegetarianismo

Macrobiótica



Existe por vezes a ideia de que a Macrobiótica e o vegetarianismo se regem pelos mesmos princípios, o que não é verdade - o regime macrobiótico, sendo predominantemente de origem vegetal, não é necessariamente vegetariano, pois o uso de produtos animais (principalmente peixe) é aceitável. Os seus seguidores consideram-na uma alimentação adequada ao meio ambiente, acompanhando o ritmo das estações do ano e respeitando a evolução físico-psíquica e biológica de cada um, bem como o seu próprio nível de discernimento. Pós conseguinte, pode ser encarada como uma filosofia que considera que o indivíduo faz parte de um Universo governado por leis naturais, baseada pelo princípio do Yin e Yang. Esta filosofia tem origens japonesas, tendo sido divulgada pelo seu fundador G. Ohsawa, nos anos 50.
A macrobiótica tenta reconciliar saúde e equilíbrio corporal e é a procura através da higiene alimentar de uma verdadeira saúde física, mental e espiritual. O seu objectivo é descobrir as leis naturais do Universo e harmonizar-se com elas.
Os alimentos mais utilizados nesta alimentação são: cereais integrais em grão e derivados (aveia, trigo, milho, cevada, arroz, centeio, etc), leguminosas e sementes (lentilhas, ervilhas, feijões, favas, soja, etc), legumes terrestres (cenoura, nabos, rabanetes, etc), legumes marinhos (algas), sopas, por vezes carne ou peixe (embora normalmente a alimentação macrobiótica exclua estes alimentos), chás, óleos, vinagres, etc.
Os macrobióticos procuram um aumento do bem-estar físico através da ingestão de alimentos que tenham um bom equilíbrio das duas forças, ou seja, que não tenham uma predominância de nenhuma delas. Os alimentos que têm este equilíbrio são denominados alimentos neutros, e representam a base da alimentação macrobiótica.